Todo pedido de descartável termina numa conta de espaço: quantas peças entram na caixa, quantas caixas sobem na palete e quantas paletes ocupam o contentor a desalfandegar. Sempre que esse dado existe, ele fica publicado na ficha do produto, justamente para que a estimativa de frete seja feita antes de abrir a consulta. Abaixo está a exportação e logística na prática: como a carga se organiza, que códigos e papéis acompanham a mercadoria e o que muda conforme o termo de entrega escolhido.
Peça, caixa, palete, contentor
A contagem por caixa cai conforme o recipiente ganha volume. Nos copos menores de bebida quente a caixa fecha com 3.000 peças; nos intermediários, com 2.000; no de 400 ml, com 1.000; e os formatos de parede dupla maiores descem para 500. Multiplicando esse número pelas caixas do embarque chega-se ao total de unidades, que é por onde a conversa com o despachante costuma começar.
Quando os valores de carga estão levantados, eles aparecem por modal. O copo de 100 ml, por exemplo, ocupa 350 caixas em contentor de 20′ HQ, 900 em 40′ HQ e 1.200 em camião; o de 180 ml fica em 300, 730 e 950 respetivamente. Formatos cujo dado ainda não foi apurado não recebem estimativa no site: o número sai no orçamento, com peso e cubagem conferidos no lote real.
A palete, o degrau que simplifica a conta
A encomenda mínima é de 3 paletes (60 caixas); no PET o mínimo é um camião completo. Nos artigos de cartão, consoante a carga de trabalho da fábrica nessa semana, pode falar-se de menos — se está a pensar em carga parcial, pergunte na mesma e vemos em conjunto. Não enviamos mercadoria por transporte expresso. Lotes de dez ou vinte caixas danificam-se nessas redes e não compensam; a mercadoria é carregada no seu veículo na fábrica. Por expresso enviamos apenas amostras. O prazo depende do tamanho da encomenda, de haver ou não impressão e da carga da fábrica nesse período; o número exacto é dado por escrito no orçamento.
Códigos HS e a papelada do embarque
A mercadoria de cartão — copos quentes e frios, peças de fecho em papel e potes de gelado — viaja na posição 4823.69. Os copos transparentes entram como 3924.10 e as tampas de PET como 3923.50. Um pedido que atravesse secções do catálogo carrega, portanto, mais de uma posição na declaração, e avisar disso o seu agente de desalfandegamento evita trabalho repetido quando o contentor é reunido com famílias diferentes.
O caminho documental da exportação e logística segue o fluxo comercial: o orçamento passa a fatura proforma, a proforma é liquidada por transferência e, marcado o embarque, saem a fatura comercial, a lista de embalagem com peso e cubagem e o documento de transporte. Exigências adicionais mudam de país para país, então diga na consulta onde a carga será desalfandegada e o que o seu importador precisa de apresentar, para acertarmos isso com antecedência.
Equipamento fechado ou carga parcial
Fechar contentor completo é o cenário mais económico por unidade e faz sentido quando o sortimento é largo: copos quentes, copos frios, transparentes, peças de fecho e potes de gelado dividem o mesmo contentor e a mesma viagem. Quem repõe com regularidade trabalha assim, conjugando a rotação de vários itens num carregamento só.
Volume menor não impede a compra. Nesse caso a mercadoria viaja em grupagem, dividindo espaço com outros expedidores, e o cálculo passa a ser feito por metro cúbico e por peso taxável — razão pela qual as medidas do volume pesam tanto em descartável, que é carga leve e volumosa. Para destinos alcançados por estrada a partir da Turquia, o camião é a terceira alternativa, e as fichas trazem esse número quando ele foi apurado.

O termo de entrega decide o resto
Na exportação e logística o termo de entrega segue o tipo de carga, e é ele que fixa até que ponto a obrigação é nossa e a partir de onde ela passa a ser de quem importa. O habitual é FCA; em carga parcial aplica-se EXW, em camião completo é possível DAP, e para a via marítima organiza-se FOB ou CIF — o orçamento volta já calculado no termo que corresponde à sua carga.
Na prática, o regime habitual é FCA: o cliente envia o veículo e nós fazemos a carga na nossa fábrica em Başakşehir. É exactamente aí que o FCA difere do EXW — no EXW a carga é da responsabilidade do comprador, ao passo que aqui fica connosco. Basta indicar no pedido se a carga é parcial ou de camião completo.
O termo aplicável depende do tipo de carga. Em carga parcial o termo é EXW: a mercadoria fica pronta na fábrica e o seu transitário trata da consolidação e do transporte. Em camião completo também podemos trabalhar DAP — organizamos o transporte e levamos a mercadoria até à morada que indicar. Entre os dois fica o regime habitual, FCA: o cliente envia o veículo e nós carregamos na fábrica.
A escolha costuma acompanhar a estrutura de quem importa. Quem tem agente próprio e contrato de frete negociado tende a pedir EXW ou FOB; quem prefere receber a mercadoria com o transporte resolvido marca CIF ou DAP. Se a carga ficar na fronteira entre as duas situações, peça o orçamento em dois termos e compare os dois cenários lado a lado: basta indicar o item, a quantidade de cada remessa e o porto ou endereço de destino para que isso seja preparado.
Peça primeiro uma amostra
Ninguém encomenda 60 caixas a partir de uma fotografia. Pode pedir uma amostra antes de encomendar: diga-nos que artigos está a avaliar e se os precisa lisos ou com impressão própria. Os artigos lisos saem do stock de catálogo; uma amostra impressa exige cliché, pelo que pertence à encomenda e não à fase de consulta. A disponibilidade e as condições de envio ficam escritas no mesmo orçamento.
Exportação e logística na prática: a maioria dos compradores envia o seu próprio camião
Na prática a saída habitual da fábrica não é um contentor mas um camião, e a maioria dos compradores trata disso por conta própria em condições à saída da fábrica: carregam em Başakşehir, Istambul, com o seu transportador. A razão é simples — quem contrata frete com regularidade na sua rota consegue quase sempre melhor preço do que aquele que nós indicaríamos, e preferimos dizê-lo a acrescentar uma margem visível.
Se preferir FOB ou CIF organizamos, e o orçamento mostra os dois valores para comparar. Para o comprador europeu a via rodoviária é a verdadeira vantagem: Alemanha, Roménia, Bulgária e Hungria ficam a dias de camião, não a semanas de navio, e um grupagem pode sair sem esperar por um contentor cheio.
A carga é feita na nossa fábrica e fica fotografada. O seu veículo chega à unidade de Başakşehir, a carga e a selagem são documentadas e as imagens chegam-lhe antes de o camião partir. As encomendas de série não seguem por transporte expresso: um copo de cartão amassa-se com facilidade nessas redes e preferimos controlar o manuseamento nas nossas instalações.